11 perguntas sobre o 11 de setembro
por Maurício Oliveira
Quem analisa friamente a versão oficial sobre os atentados de 11 de
setembro de 2001 conclui que o sucesso obtido pelos terroristas
contraria a lei das probabilidades. A começar pela permanência em
território americano de dezenas de conspiradores sem que levantassem
qualquer suspeita. Além disso, quatro aviões foram seqüestrados sem
maiores problemas. Uma simulação de exercícios de guerra marcada
justamente para aquele dia confundiu o sistema de defesa e atrasou o
acionamento dos caças que poderiam interceptar os vôos.
E as
manobras que levaram os aviões a colidirem com o World Trade Center e o
Pentágono foram dignas de pilotos de primeira linha - embora eles tenham
passado apenas por treinamentos básicos. Todos esses fatos, associados a
uma série de outros, tornaram-se um prato cheio para teorias
conspiratórias. Cinco anos depois dos atentados, muitas perguntas
continuam sem resposta convincente. Veja 11 delas a seguir:
1. Por que ninguém viu o avião que caiu no Pentágono?
De
acordo com a versão oficial, um dos quatro aviões seqüestrados pelos
terroristas no dia 11 de setembro de 2001 foi lançado sobre o Pentágono,
símbolo do poderio militar norte-americano. À velocidade de 560
quilômetros por hora, o avião (um Boeing 757 da American Airlines) teria
atravessado três dos cinco anéis concêntricos que formam a construção,
transformando o concreto reforçado que protege cada um dos anéis em
“mingau” - termo usado em um documento oficial do próprio governo
americano sobre o episódio.
Morreram as 64 pessoas que estavam no avião e
125 que se encontravam no interior do prédio.
As dúvidas sobre a
veracidade dessa versão começam pelo fato de que ninguém parece ter
testemunhado a aproximação do avião e muito menos visto destroços da
aeronave depois do suposto choque. Poderia um avião com mais de 100
toneladas e quase 50 metros de comprimento simplesmente desintegrar-se
com a colisão? Fotografias tiradas no local logo depois do acidente
lembram muito mais cenas de atentados a bomba do que de acidentes
aéreos. A análise das imagens forneceu ainda mais argumentos contra a
história oficial do atentado.
Não tardou para que corresse a
versão de que o Pentágono teria sido atingido, na verdade, por um míssil
teleguiado, o que parecia mais compatível com o grau de destruição que
se verificou no prédio. Teria sido um ataque simulado pelo próprio
governo dos Estados Unidos? Muitos adeptos de teorias da conspiração
apostam que sim. O objetivo poderia ser o de criar em Washington o mesmo
clima de pânico e indignação que tomava conta de Nova York com a
destruição das torres gêmeas - dessa forma, seria mais fácil angariar
apoio político para as ações de combate ao terrorismo que viriam,
incluindo as invasões do Afeganistão e do Iraque.
2. Os terroristas eram pilotos hábeis o suficiente para fazer as manobras com os aviões?
Pilotar
um avião de grande porte a poucos metros do chão, a uma velocidade
superior a 500 quilômetros por hora, e ainda assim acertar um alvo como o
Pentágono com precisão cirúrgica é uma tarefa considerada no mínimo um
prodígio da aviação. Pela versão oficial, essa manobra teria sido
realizada pelo saudita Hani Hanjour, apontado como o terrorista que
assumiu o comando do Boeing 757. Apenas um mês antes do atentado,
contudo, Hanjour não conseguiu tirar do chão um Cessna 172, um avião de
pequeno porte. Ele tentou alugar o Cessna, mas os representantes da
locadora acharam melhor vetar a transação quando perceberam a evidente
falta de familiaridade de Hanjour com a aeronave.
Outra pergunta
em relação ao atentado contra o Pentágono é: já que o avião conseguiu
entrar livremente no espaço aéreo da capital, Washington, por que o alvo
preferencial escolhido não foi a Casa Branca, o que certamente teria um
efeito muito mais devastador para a auto-estima dos Estados Unidos,
além de atingir diretamente o presidente americano George W. Bush?
A
cena está no documentário Fahrenheit 9/11, de Michael Moore. Enquanto o
segundo avião colidia contra o World Trade Center, o presidente
americano, George W. Bush, acompanhava leituras de alunos de uma escola
em Sarasota, Flórida. De repente, o chefe da comitiva, Andrew Card,
aproximou-se de Bush e cochichou algo em seu ouvido. O que ele disse,
soube-se depois, foi: "O país está sendo atacado por terroristas".
Ao
longo dos sete minutos seguintes - uma eternidade diante das
circunstâncias -, o presidente continuou ouvindo as crianças com um
olhar perdido, que não demonstrava emoção alguma. Quando a cena
tornou-se de conhecimento público, a pergunta que todo mundo se fazia
nos Estados Unidos era: no que, afinal de contas, o presidente pensou
durante aqueles minutos? Por que não interrompeu o compromisso assim que
soube da notícia e procurou se informar sobre o que estava acontecendo?
Para
as pessoas que acreditam no envolvimento do próprio governo americano
nos atentados, Bush não precisaria ter sido avisado de nada, até porque
sabia exatamente o que estava acontecendo no momento.
4. Por que os serviços de inteligência dos Estados Unidos não descobriram os planos dos terroristas?
Um
mês antes dos atentados de 11 de setembro, a CIA teria alertado o
presidente Bush sobre os riscos de ataques terroristas, citando
especificamente a Al Qaeda, a rede comandada por Osama Bin Laden. A
rápida identificação dos terroristas pelo FBI logo depois dos atentados
comprovou que havia informações disponíveis sobre a maioria deles.
Soube-se mais tarde que uma escola de pilotagem de Minnesota havia
denunciado as atitudes estranhas de um dos terroristas, o francês de
origem marroquina Zacarias Moussaoui, que queria apenas aprender a
pilotar um avião sem se interessar pelos momentos da decolagem e do
pouso.
Uma das teorias conspiratórias que surgiram em decorrência
dos atentados de 11 de setembro diz que os planos dos terroristas já
eram de conhecimento do governo americano, que apenas monitorou as ações
do grupo no sentido de criar um clima favorável ao presidente Bush em
suas intenções de invadir o Iraque e o Afeganistão. De fato, os ataques
terroristas foram convenientes para o presidente em vários aspectos. Seu
índice de popularidade pulou de 50% para 90% quando ele se tornou o
líder da guerra contra o terrorismo. E a indústria de armas, uma das
principais financiadoras de sua campanha à Presidência, deu pulos de
alegria com as encomendas e a valorização das ações nas bolsas de
valores.
5. Por que os aviões não foram interceptados por caças?
Justamente
naquele dia 11 de setembro estava ocorrendo, nas proximidades da
fronteira com o Canadá, uma série de exercícios militares que envolveu
parte dos caças interceptadores que deveriam estar atuando nas áreas
onde ocorreram os atentados. A mistura entre realidade e ficção
confundiu operadores de vôo e outros profissionais ligados à segurança
aérea, que demoraram a perceber que havia algo de errado quando alguns
aviões sumiram do radar.
Os terroristas desligaram o transponder,
aparelho que identifica o avião para os controles civis em terra. Esse
ato é típico de terrorismo e indica uma grande ameaça - seria, por si
só, justificativa para a interceptação. Mas nada foi feito durante mais
de 20 minutos, o que deu uma confortável vantagem para os terroristas. O
comando militar só teria sido avisado sobre o sumiço do vôo 77 dez
minutos antes de o avião supostamente cair sobre o Pentágono.
6. Os passageiros do avião que caiu na Pensilvânia realmente lutaram contra os terroristas?
Diz
a versão oficial que os passageiros do vôo 93 da United Airlines, que
caiu sobre uma área rural não habitada da Pensilvânia, teriam
heroicamente lutado contra os seqüestradores a ponto de fazer a aeronave
ir ao chão antes de atingir o alvo, possivelmente a Casa Branca. Os
passageiros teriam sido informados por telefone sobre o atentado ao
World Trade Center e queriam evitar que algo semelhante ocorresse - por
isso resolveram invadir a cabine de comando e lutar contra os
terroristas.
A suspeita natural que surgiu é que ao menos esse
avião, que percorria um trajeto mais longo que os demais, foi
interceptado e abatido pelos caças da Força Aérea americana. Reforça
essa hipótese o fato de os destroços da aeronave terem sido encontrados
em um raio de 6 quilômetros, algo que não se encaixa muito bem na versão
de que o avião teria caído sem ter sido atingido.
Seria, contudo,
um choque para a população saber que os 44 inocentes passageiros
daquele vôo haviam sido mortos pela ação de um caça interceptador. Além
do mais, no processo de reconstrução do moral do país depois dos
atentados (e de convencimento da população sobre a necessidade de
invadir o Iraque e o Afeganistão), seria conveniente contar com a
memória de heróis pela qual valesse a pena lutar.
A
companhia que administrava o World Trade Center, o Silverstein Group,
havia acabado de arrendar o complexo em um contrato com 99 anos de
duração. Mas já fazia algum tempo que o conjunto de sete prédios era
deficitário, com muitas salas desocupadas. O primeiro passo da nova
administração seria investir 200 milhões de dólares em reformas, mas os
atentados acabaram poupando esse dinheiro - além de resultar em 3,6
bilhões de dólares em seguro.
A análise quadro a quadro das cenas
de desmoronamento das torres gêmeas revela detalhes intrigantes: jatos
de poeira que sugerem indícios de explosão, embora oficialmente sejam
resultado da queda sucessiva dos andares superiores sobre os inferiores.
A suspeita de uso de explosivos ganhou força em função da queda
vertical da primeira torre, típica de implosões planejadas. Além do
mais, algumas testemunhas relataram ter ouvido explosões antes dos
desabamentos.
E como artefatos de implosão poderiam ser instalados
em um lugar tão movimentado como o World Trade Center sem que ninguém
percebesse? Nesse ponto, há um fato que fez a festa de quem adora
teorias conspiratórias: um dos diretores da companhia que cuidava da
segurança do World Trade Center era ninguém menos do que Marvin Bush, o
irmão caçula do presidente.
8. Evidências foram destruídas?
O
vídeo feito por uma câmera instalada no alto do Hotel Sheraton, próximo
ao Pentágono, teria sido confiscado por agentes federais logo depois do
atentado. Imagens registradas pela câmera de segurança de um posto de
gasolina que só atende a militares também teriam sido requisitadas por
representantes do governo americano. Cenas gravadas por sistemas de
monitoramento do Departamento de Trânsito também não chegaram ao
público.
Da mesma forma, o conteúdo das caixas-pretas dos aviões
não foi divulgado - oficialmente, nenhuma das quatro resistiu às
colisões. Trabalhadores que atuaram na remoção dos destroços do World
Trade Center relataram, contudo, que pelo menos duas caixas-pretas
foram, sim, encontradas, e que agentes federais exigiram segredo
absoluto sobre o episódio.
O acesso ao entulho resultante do
desmoronamento das torres gêmeas por especialistas independentes foi
vetado pelo prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani. Esses especialistas
poderiam avaliar a pertinência da versão de que o colapso das torres
foi conseqüência do choque dos aviões e investigar a possibilidade de
uso de explosivos.
9. Quem mandou antrax pelo correio?
Nas
semanas seguintes aos atentados terroristas, uma nova ameaça levou
pânico à população dos Estados Unidos: o envio pelo correio de esporos
de uma bactéria letal, o antrax. As correspondências foram enviadas
justamente a pessoas e instituições que poderiam ter algum peso no
questionamento das versões oficiais do atentado, como jornais e
emissoras de TV. O senador democrata Tom Daschle, que havia proposto a
criação de uma comissão no Senado para investigar as perguntas não
respondidas do caso, foi um dos destinatários. Vinte e duas pessoas
foram contaminadas, entre funcionários dos correios e pessoas que
manipularam as cartas nos locais de destino, e cinco delas morreram.
O
tipo de material enviado nas correspondências era manipulado apenas em
locais controlados. Investigações do FBI levaram ao nome do biólogo
Steven Hatfill, especialista em armas biológicas que trabalhava em um
laboratório de doenças infecciosas do Exército americano localizado em
Maryland. Ele não foi oficialmente apontado como autor dos atentados -
as investigações não foram conclusivas - e sempre negou ser o
responsável pelo envio dos esporos da bactéria. Agora está processando o
governo americano por difamação e calúnia.
10. Por que Bin Laden não foi capturado?
Quando
ocorreram os atentados de 11 de setembro, 24 membros da família Bin
Laden, uma das mais ricas da Arábia Saudita, estavam nos Estados Unidos,
a maior parte cursando universidades. Por iniciativa da embaixada da
Arábia Saudita, com o apoio do FBI, todos foram reunidos o mais rápido
possível e embarcaram, no dia 18 de setembro, para Paris. A
justificativa era que a integridade deles estava em risco.
O jato
especialmente destinado à missão passou por várias cidades dos Estados
Unidos para recolher os familiares do alegado inimigo número um do país,
sem que qualquer um deles fosse interrogado sobre um possível
envolvimento com o episódio ou, na melhor das hipóteses, sobre a
suspeita relação com o parente famoso.
No documentário Fahrenheit
9/11, Michel Moore relatou ligações antigas entre as famílias Bush e Bin
Laden, inclusive em empreendimentos na área armamentista. Há quase três
décadas, Bush pai teria contratado, como empresário, serviços de Salem
Bin Laden, o irmão de Osama que controlava os negócios da família à
época. A construtora dos Bin Laden tem relação com importantes
corporações americanas e realizou muitas obras de infraestrutura no
país.
Outro aspecto que nunca ficou bem explicado é como Bin Laden
teria conseguido coordenar ações tão bem planejadas estando em um país
com pouca infra-estrutura como o Afeganistão, a 15 mil quilômetros de
distância. E como conseguiu se esconder tão bem a ponto de não ser
encontrado.
Parece conveniente para o governo dos Estados Unidos
manter Bin Laden como uma ameaça constante. E o terrorista foi bem
camarada com Bush ao divulgar um vídeo com novas ameaças na reta final
da campanha de reeleição do presidente americano.
11. Os números que compõem a data 11/09/2001 significam algo?
Esotéricos
e curiosos em geral encontraram "sinais" na data dos atentados
terroristas. A mais óbvia é a coincidência entre 9/11 (já que nos
Estados Unidos a data é escrita com o mês à frente do dia) e o telefone
de emergência conhecido em todo o país, 911. Entre os adeptos da crença
no portal "11:11", que dizem ver esse número constantemente em relógios
digitais e acreditam se tratar de uma senha para um portal que se abrirá
aos escolhidos, a data dos atentados quer dizer algo: afinal, ocorreram
no dia 11 e a soma dos algarismos do dia e do mês (1+1+9) também
resulta em 11. A única falha nessa argumentação é que haveria uma forma
de deixar tudo muito mais claro: bastaria os atentados terem sido
realizados no dia 11 de novembro, o 11º mês do ano.
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