Na última segunda-feira, dia 16 de abril, o Diário Oficial da União publicou a lei que declara Paulo Freire patrono da educação brasileira. Justo e merecido reconhecimento a quem dedicou a vida por uma pedagogia progressista fundada na ética e no respeito à dignidade humana e à autonomia do educando.
Suas convicções, fundamentadas no cotidiano do professor, são o mais importante contraponto teórico ao ideário neoliberal que solapou a educação escolar nas últimas décadas. Sua idéia de formação transcende a noção de que ensinar é treinar o aluno para o desenvolvimento de competências. Para Freire a capacidade de aprender do ser humano é uma "aventura criadora", ou seja, um movimento incessante de construção e reconstrução de conhecimento com o objetivo de mudar determinada realidade. Daí o viés político da educação, sempre evidenciada em suas obras.
Como pedagogo e simpatizante de suas idéias não poderia deixar registrar.
Máximo respeito!

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