Olímpicos
O triunfo da seleção masculina de basquete humilha os analistas corneteiros que babaram meses de previsões negativas antes do Pré-Olímpico. Hoje todos fingem que sempre confiaram no time, que são patrióticos e otimistas, que encheram o saco dos torcedores com seu chororô inútil porque estavam tentando ajudar. Não têm sequer a honradez de assumir suas atitudes e as bobagens que disseram.
Pausa para um recado importante a Leandrinho e Nenê: não, meus queridos, vocês não fizeram falta.
O
mais delicioso foi a conquista materializar-se através dos elementos
mais contestados pelos gênios secadores: a disciplina tática e o
profissionalismo instituídos pelo técnico Rubén Magnano (“onde já se viu
um estrangeiro na seleção?”), a presença decisiva de Marcelo Machado
(“velho, decadente, fominha”) na semifinal, a importância dos reservas
(“essa rotação não leva a nada!”), a eficaz substituição dos atletas
ausentes (“sem eles não teremos nenhuma chance”). Até a superação das
temidas potências latino-americanas violentou a expectativa de
superioridade dos elencos cheios de superatletas da NBA. Argentinos,
porto-riquenhos e dominicanos eram imbatíveis, certo?
Huertas,
Splitter, Giovannoni, Alex, Marquinhos, Hettsheimeir, Machado, Benite,
Luz, Augusto, Caio e Nezinho deram um exemplo inesquecível de superação.
E nos ensinaram muito sobre o país que prefere louvar os Neymários da vida.

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