http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2011/04/09/musicos-da-osb-jovem-protestam-abandonam-palco-no-theatro-municipal-924199388.asp
RIO - O concerto deste sábado da série Topázio no Theatro Municipal acabou em confusão. Quando os músicos da OSB Jovem, que substituem os 32 músicos demitidos por justa causa recentemente, entraram foram aplaudidos, mas quando o maestro Roberto Minczuk subiu ao palco foi recebido por aplausos e vaias da plateia. A partir daí, instalou-se a confusão no teatro. Os músicos da OSB Jovem se retiraram do palco, e Minczuk abriu os braços, como quem diz que não havia nada a ser feito. Ficaram no palco apenas poucos músicos antigos da orquestra.
Um dos jovens músicos se levantou para ler um manifesto dizendo que a OSB jovem se recusava a tocar daquela forma, substituindo os antigos. Os microfones foram cortados, interrompendo o discurso. Dividida, a plateia se revoltou porque queria assistir ao concerto. O público foi avisado que teria que se retirar para deixar a sala liberada para a próxima apresentação prevista para as 21h, do músico norte-americano Keith Jarrett.
Antes do espetáculo a confusão já se pronunciava. Os músicos demitidos da OSB estavam em frente ao teatro com uma faixa SOS OSB. Alguns manifestantes entraram na plateia com chocalhos e apitos.
O concerto deste sábado era da série Topázio, cujo primeiro número seria um tributo a Portinari. João Cândido Portinari, filho do pintor, estava na plateia e saiu lamentando o que aconteceu. O público ficou revoltado porque teve que sair da sala sem espetáculo e sem informação sobre a devolução do valor do ingresso, que varia de R$ 18 a R$ 130.
Fui para assistir mais uma apresentação e sai feliz de saber que ainda há brasileiros se organizando e não aceitando desrespeitos como desse maestro que por onde passa causa mal estar.
ResponderExcluirParabéns aos músicos, que se organizem e se unam cada dia mais !
Parabéns a esses jovens tão novos e tão corajosos....se o presente está um caos, a esperança de um futuro melhor existe!!!
ResponderExcluirNós,que pagamos ingresso para assistir um concerto, servimos de massa de manobra para manifestantes que dias antes já haviam combinado não participar e não permitir a realização do espetáculo, deixando que centenas de pessoas, grande parte da terceira idade, se deslocassem em vão até o local do evento. Mesmo, num primeiro momento sendo simpático ao movimento dos músicos é bom lemrar que os meios nem sempre justificam os fins.
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