por João Menezes
Hoje, sexta-feira, 11 de junho, dia da abertura da copa do mundo na África do Sul, acordamos com uma triste notícia: a figura mais esperada na cerimônia provavelmente não poderá estar presente. Zenani Mandela, neta do grande líder sul-africano, morreu em um acidente de carro quando voltava do show de abertura da copa, dois dias depois de ter completado 13 anos.
Nelson Mandela está acostumado com as perdas – enquanto estava preso e constantemente vigiado, soube que um de seus filhos tinha conseguido tirar carteira de motorista, feito raro para um negro num regime de segregação. Poucos dias após a notícia seu filho morre num suposto acidente de carro, nunca investigado.
Muitos outros se foram. Parentes, companheiros de luta... Diferente de outras grandes almas que deram a vida por um ideal, Mandela conseguiu a rara façanha de se manter vivo, vendo os outros partindo.
Não apenas se manteve vivo, mas se tornou o presidente e maior símbolo de um país em processo de mudança, lutando para apagar as marcas do apartheid.
Em 1995, com o país à beira de uma guerra civil, Mandela usou o rugby como arma pacífica para unificar a nação. Um esporte “de branco”, os mesmos que o mantiveram presos, que levaram seus parentes e amigos, e lá estava ele na final do campeonato com a camisa número 6, do capitão branco François Pienaar.
Não seria de admirar que este homem de 91 anos juntasse todas as suas forças para estar presente hoje no jogo de abertura da copa, apesar do seu luto familiar. Para as grandes almas o conceito de família vai muito além dos nossos mesquinhos laços de sangue...
Pra terminar: “a última grande alma” não tem nenhum sentido profético ou de revelação. É apenas o sentimento de que estamos perdendo nossas grandes referências. Talvez porque A BOLA AGORA ESTEJA CONOSCO!
Um abraço.
"Ama sempre. E quando estiveres a ponto de descrer do poder do amor, lembra-te do Cristo" (Chico Xavier).
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